Gentileza com os animais


Caros leitores,
Inicia-se mais um novo ano, depois de muitas festas, de viagens, férias, com energia renovada e com novos projetos, novas metas e novos objetivos. É maravilhoso ter a dádiva de iniciar mais um ano em nossas vidas, e com esse recomeço vem à esperança de mais amor, de mais atitudes gentis, de atitudes positivas, enfim, de um mundo melhor. Tudo isso parte primeiramente de nós mesmos, depois contagia o restante do mundo, como diz o ditado: Colhemos o que plantamos! Então, vamos plantar gentileza para colhermos amor por onde passarmos.
E se queremos amor como retribuição, não há nada nesse mundo que tem o dom do amor incondicional como o dos animais. É gigantesco o amor que eles sentem pelos seres humanos, através dos seus olhinhos podemos perceber isso, até as pessoas menos sensíveis podem sentir o amor que um animal tem a nos oferecer. Aprendemos tanto com eles, aprendemos a ver o mundo mais colorido, mais feliz, desenvolvemos o sentimento do amor, queremos até sermos pessoas melhores… Sensações muito parecidas de quando estamos apaixonados.
Então vamos espalhar mais amor? Já percebeu a quantidade de animais perdidos que estão abandonados nas ruas da cidade, por consequência das festas e viagens do final de ano? Vamos fazer alguma coisa para mudar essa realidade? Como podemos fazer isso? Segue algumas dicas: Observe as ruas da cidade, quando achar um animal, verifique a situação física dele, se estiver doente, leve imediatamente para uma consulta com o médico veterinário. Se estiver bem, leve para sua casa ou para casa de algum amigo ou parente que tenha espaço para comportar o animal. Tire fotos e faça postagens em todas as redes sociais, contate amigos, vizinhos e parentes, divulgue onde o animal foi encontrado, condições em que estava, o sexo, a cor da pelagem e outras informações que achar viável. Dessa forma fica mais fácil para localizar os tutores do animal. Se não aparecer os tutores depois de algumas semanas, adote o animal ou procure uma família responsável para adoção do animal.
Pequenas atitudes fazem grandes diferenças. São gestos simples e que pode mudar a vida de um animal, eles são inofensivos e depende dos humanos para sobreviver.
Maltratar ou abandonar um animal é CRIME, de acordo com o Artigo 32 da Lei Federal nº 9.605/98, a pena prevista é a detenção de 3 meses a 1 ano e multa.

Por que castrar seu animal é um ato de amor


No Brasil, ainda é bastante comum as pessoas sentirem pena de castrar seus animais, ou acharem que deixá-los procriar é algo fundamental para o bem-estar deles. Ambos raciocínios são equivocados. Castrar animais domésticos não é somente bom para eles, mas também é fundamental para mudarmos a triste realidade de cerca de 30 milhões de animais abandonados no Brasil, que sofrem de desnutrição e doenças não tratadas nas ruas do nosso país.
Cães e gatos castrados vivem mais
Uma pesquisa realizada pelo Hospital Veterinário de Banfield, nos EUA, mostra que cães machos que são castrados vivem em média 18% a mais do que os não castrados e fêmeas castradas vivem 23% a mais. Esses dados são principalmente justificados pelo fato de que animais não castrados têm mais propensão para fugir, assim estando mais expostos a brigas com outros animais e a serem vítimas de atropelamentos. Cães e gatos castrados também têm menor risco de desenvolver alguns tipos de câncer, como de mama, útero, ovário e testículo, e as fêmeas ficam protegidas contra piometra e gravidez psicológica.
Achar que seu animal quer fazer sexo é um antropomorfismo
O desejo sexual em cães e gatos não acontece da mesma forma que em seres humanos. A libido em cães e gatos não é rotineira, mas sim somente induzida por hormônios e odor de fêmeas no cio. Ou seja, seu cão ou seu gato não deseja fazer sexo como você. Animais castrados não reagem aos estímulos hormonais e odoríferos, e por isso não ‘sofrerão’ ao serem privados de procriar.
Além disso, a castração em animais jovens, ou seja, antes de atingirem a maturidade sexual, elimina completamente a reposta a estímulos reprodutivos. Comportamentos indesejados, como agressividade, marcação por urina em machos, fugas frequentes, latidos excessivos e monta em outros animais, não são desenvolvidos. Em animais que já atingiram a puberdade, esses comportamentos também são reduzidos de forma significativa com a castração, e os animais também obtêm os benefícios para sua saúde e bem-estar.
Se você ama o seu animal de estimação, estenda seu amor aos outros animais
Por mais cuidadoso que você seja com seu animal, você dificilmente será totalmente capaz de prevenir que ele fuja e procrie com outro animal, ou garantir que todos os filhotes dele sejam doados a pessoas que não irão abandoná-los ou reproduzi-los de forma irresponsável.
A grande maioria dos cerca de 30 milhões de cães e gatos que vivem nas ruas já teve um lar. Nas ruas, eles são expostos a doenças, desnutrição, maus-tratos, acidentes e brigas. Ou seja: sofrem diariamente. Ademais, essa situação permite que os animais se reproduzam indiscriminadamente e aumenta ainda mais o número de animais nas ruas. As estimativas são alarmantes: apenas uma cadela não castrada e seus filhotes podem geram cerca de 67 mil outros animais em um período de seis anos. Em sete anos, uma gata não castrada e seus filhotes podem gerar cerca de 370 mil filhotes.
Para tentar conter essa situação, milhares de organizações governamentais em todo o Brasil trabalham incansavelmente em mutirões de castração com o intuito de poupar animais de uma vida de sofrimento nas ruas. Nós, do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal (FNPDA), acabamos de voltar de uma expedição no Amazonas que teve o intuito de construir um paradigma mais sustentável para centenas de animais abandonados na cidade de Tefé.
Nós, e todas as outras organizações de proteção animal que realizam esse tipo de trabalho no Brasil, gostaríamos de construir um Brasil onde a existência de animais abandonados seja uma coisa do passado, e você pode nos ajudar. Além de castrar seu pet, assim garantindo benefícios inquestionáveis para o bem-estar e a saúde dele, você pode ir além. Estenda o seu amor a outros animais ao passar essa mensagem adiante. E, se você puder, identifique uma organização de confiança e seja um colaborador dessa causa. Castrar seu pet e outros animais é um ator de amor. Com toda certeza, os animais agradecem!
Fonte: Brasil Post

Cisne se mata após morte de companheiro

Cisne ficou desesperado após a morte de outra ave
(Foto: Daily Mail / Reprodução)


Uma mulher chinesa fotografou o momento de desespero de um jovem cisne depois da morte de outra ave, mais velha. As imagens revelam a atitude do cisne que parece ter cometido um possível “suicídio”. As informações são do Daily Mail.

Segundo contou Hiker Yan Yan Hsiao, da cidade Sanmenxia, na província central de Henan, o cisne fez bastante barulho e bateu as asas na água ao lado do animal morto. Minutos depois, colocou a cabeça dentro d’água e morreu.

“Depois de bater suas asas e fazer bastante barulho, colocou a cabeça na água. Eu pensei que tinha se acalmado, mas então eu percebi que estava mantendo a cabeça lá dentro. Minutos depois, estava morto”, disse.

Cientistas têm discutido se animais são realmente capazes de se matar – ou se isso pode ser considerado ‘suicídio’. Alguns relatos foram feitos, como o de um cachorro que se jogou por diversas vezes na água em Londres. Além disso, há várias testemunhas de patos que se afogam depois da morte de seus companheiros.

Fonte: Terra

Gatos domésticos estão mais diabéticos e obesos do que nunca



Pelo que se pode perceber, os humanos não são os únicos acometidos por problemas de saúde por causa de sua dieta nos últimos tempos. Casos de diabetes e obesidade têm sido diagnosticados em gatos domésticos com mais frequência do que nunca. As informações são da Ecorazzi.

De acordo com a Dra. Jennifer Scarlett, da SPCA de San Francisco (EUA), estima-se que atualmente 60% dos gatos nos Estados Unidos estejam obesos ou acima do peso.

“Isso representa aproximadamente 43 milhões de gatos, sendo que um em cada 400 gatos é diabético”, complementou ela.

As principais razões para estas taxas são, sem surpresa, uma dieta inadequada e a vida sedentária. A falta de atividade física e de nutrição apropriada leva os gatos a desenvolver diabetes do tipo II, uma vez que a sua insulina não consegue realizar sua função da maneira correta.

“A insulina serve para puxar a glicose da corrente sanguínea para as células, para que estas possam usá-la”, explicou a Dra. Scarlett. “Então quando não temos insulina ou não podemos usá-la, somos incapazes de usar a glicose, o que significa que não temos energia e começamos a queimar gordura e outras proteínas no nosso corpo”.

A boa notícia é que, se passar a ser ministrada uma dieta de baixa dosagem de carboidratos, os gatos irão perder peso e, assim como os humanos, algumas vezes podem reverter o quadro de diabetes.

“Muitos gatos entram em remissão diabética e nem precisam ser tratados da doença”, disse ela.

Alguns sinais de que o gato pode estar em risco de desenvolver diabetes é quando ele está bebendo muita água, urinando em quantidade maior que o usual ou simplesmente comendo mais e ao mesmo tempo não ganhando peso. A qualquer sinal suspeito, o animal deve ser levado a um veterinário para que este possa realizar exames e dar o diagnóstico adequado.

Razões que me levaram a escolha vegetariana

 


Quem come carne pode ser responsável por muitas ações nada éticas, mesmo que não queira admitir. Por exemplo, o desmatamento da Amazônia e de outros biomas, agora e no passado, ocorre principalmente para a criação de gado ou o plantio de soja. Ambos tem relação com a produção de carne, seja diretamente, como o gado criado para a morte, ou, no caso da soja, para exportação, servindo de alimento para bois e porcos criados no exterior. São muitos os agravantes nesse processo, além da perda de biodiversidade e dos ciclos naturais que mantém a vida, ou o metano liberado na atmosfera advindo do gado ruminante. E o Brasil exporta muita água com essas atividades, uma vez que mais de 70% da água doce disponível vai para agricultura, que inclui a grama para o gado. Poucos países têm a disponibilidade territorial ou se submetem à perda de tanta água com esse tipo de produção. Segundo Yolanda Kakabadse, ex-ministra do Meio Ambiente do Equador, hoje Presidente do WWF internacional, cada bife de 500 gramas consome seis mil litros de água para ser produzido, o que é especialmente significativo nesse momento de escassez hídrica do país e, portanto, merece reflexão.

Outro aspecto antiético é a própria morte dos animais. Não é possível que nós humanos sejamos coniventes com a forma com que os animais são mortos. Na verdade, preferimos não ver e nem saber o que ocorre para não sentirmos culpa. Mas, como ouvi de alguém lúcido, se um matadouro fosse bonito e honroso, seria envidraçado para os consumidores apreciarem. A situação é tão violenta que os trabalhadores responsáveis pelo assassinato e separação da carne sofrem danos físicos e psicológicos acima da taxa observada em outras atividades trabalhistas. Imigrantes, sem opção de algo melhor são muitas vezes levados a preencherem as vagas nos matadouros, pois quem tem qualquer possibilidade de escolha opta por outra profissão. Essa é a realidade no Brasil e nos Estados Unidos. Aqui, haitianos que têm imigrado para o Acre estão sendo contratados para os frigoríficos de diversas regiões do país, por não serem legalizados e assim não terem como reclamar das péssimas condições de trabalho a que serão submetidos.

Sofrimento animal e trabalho precário

Os frangos também sofrem no processo de produção. Pintinhos considerados inaptos são triturados ainda vivos para não atrapalharem os demais, e viram ração ou algum insumo para outro produto vendável. A forma com que os animais são criados e alimentados raramente favorece o bem-estar deles. E certamente nem dos humanos, já que a quantidade de hormônios e alimentação desequilibrada ultrapassa a recomendação dos “standards” da saúde. Os animais não são mais vistos como seres vivos, e sim como um produto a ser comercializado.

É o que confirma um Relatório da Human Society International – Brasil, quando descreve como inadequados e nefastos os locais de confinamento de galinhas poedeiras, porcas prenhas e outros animais. A maioria fica no escuro e em espaços que impedem a mobilidade mínima para não perderem energia e crescerem rapidamente. Esses são os modernos sistemas intensivos de produção industrial, cujas práticas não se alinham ao bem-estar dos animais. Apesar disso, o documento menciona a existência de inúmeras pesquisas que indicam que as pessoas se importam com a forma com que os bichos são tratados, mas, diz o trabalho, “o agronegócio industrial continua a ver estes animais como mercadorias, ao invés de indivíduos sencientes, capazes de experimentar alegria e frustração, dor e sofrimento”. Outra constatação do relatório é que “produtividade não é sinônimo de bem-estar, e igualar um ao outro não tem respaldo cientifico”.

Segundo o Ministério da Previdência Social – MPS, no assassinato de aves e suínos, há 3,41 vezes mais trabalhadores com transtorno psicológicos do que na média de todos os demais setores de trabalho do Brasil. De acordo com o site Escravo Nem Pensar, coordenado pela Repórter Brasil, o trabalho nos frigoríficos é comparado ao escravo, pois os direitos dos trabalhadores são desrespeitados e o tratamento é abusivo. Mas, o setor é poderoso. Os três maiores frigoríferos do país ganharam o BNDES não como financiador mas como sócio, sendo um deles o notório FRIBOI.

Finalmente, os peixes, segundo um ex-funcionário do Ministério da Pesca, nem são considerados animais, pois acabam medidos por toneladas coletadas. Aliás, a forma como os oceanos vêm sendo tratados, não retrata respeito ou admiração pelo mundo submarino. É cada vez maior a quantidade de peixes contaminados e intoxicados pelo lixo e materiais nocivos ingeridos, que em muitos casos se torna insalubre para o consumo humano.

Comer sem saber a origem

Muitos aspectos podem ter contribuído para essa nossa desconexão com o que acontece com os bichos mortos para o consumo humano. Hoje compramos a maioria de nossos alimentos prontos, empacotados e sem vida. Já se foi a época – a não ser no meio rural – em que acompanhávamos o crescimento dos pintinhos soltos no quintal, ou dos bezerros e novilhas, dos porquinhos, dos coelhos ou dos patos criados ao léu. Muitos se afeiçoavam aos bichos e ficavam com pena de os matar, e outros viam o processo como natural, mesmo que não houvesse a intenção de maltratá-los. Mas, a concentração urbana nos levou a perder o contato com a produção dos alimentos, seja animal ou vegetal. Além disso, os processos tornaram-se mecanizados e, no caso dos animais, cruéis, pois se espera eficiência máxima do nascimento ao abate, sem levar em consideração o que o animal sente e que nele há vida. Vale assistir Earthlings (Terráqueos).

Um livro interessante que tive acesso recentemente intitula-se Cozinhar: uma história natural da transformação. Mesmo que não seja partidário do vegetarianismo, o livro defende a volta ao costume de cozinhar. Aponta diversos fatores que nos afastam do ato de preparar alimentos. O “fast-food”, por exemplo, contribui por ser uma alimentação de massa, na qual não se pensa na origem ou nas consequências do que está sendo processado e consumindo. O autor, Michael Pollan (que já participou no Brasil da FLIP) defende que cozinhar pode ser uma forma de nos reconectar à natureza e perceber a riqueza que há nos mistérios da alimentação. É trazer o meio ambiente para a mesa, para uma realidade mais próxima de nosso dia-a-dia. A especialização do trabalho, segundo Pollan, nos afasta da noção das escolhas que fazemos. É como se o departamento de alimentação ficasse responsável pelo que eu vou consumir, quando não é assim que deve funcionar. Outro tabu que ainda não foi totalmente quebrado é a crença de que cozinhar é responsabilidade exclusiva da mulher. Ora, quando a mulher se emancipou, passou a trabalhar fora e deixou de preparar os alimentos da família, apreciando o que vem pronto ou semi-preparado. Outro aspecto interessante diz respeito à importância de se consumir o que é produzido localmente, sem agrotóxicos, de modo a favorecer a economia regional e alinhar-se aos ciclos de cada localidade. E. F. Schumacher já defendia essa ideia em Small is Beautiful, inclusive por economizar energia, mas é interessante observar como a ideia permanece atual.

A opção é nossa

O meu ponto com tudo isso é que conhecimento traz responsabilidade. Nossas escolhas são nossas e de ninguém mais. O rumo que seguimos é, assim, feito de escolhas individuais e por vezes coletivas, e as consequências são condizentes com essas opções.

Por isso, se sei que um animal é morto para que eu possa desfrutar de um bife eu sou responsável pelo sofrimento daquele animal. E agora sei também que estou sendo conivente com as condições indignas dos trabalhadores responsáveis pela sua morte. Muitos estudos indicam que o consumo de carne é prejudicial à saúde. Sendo assim, serei ainda responsável pelo o que acontecerá com a minha saúde no futuro (Vejam o TED de Jenna Norwood).

Quando pensei em escrever esse artigo, não imaginava que sofreria tanto. São inúmeras as matérias e os vídeos disponíveis para quem quiser, mostrando as atrocidades pelas quais os animais abatidos passam. É um holocausto contínuo. São muitas as palestras nos TEDs que mencionam a crueldade aos animais, os males à saúde, os índices que refletem as situações de insalubridade física e mental a que são expostos os trabalhadores dedicados a essas atividades e como o mercado esconde as verdades para vender mais, fingindo ser salutar. O controle, hoje, está nas mãos de poucas grandes corporações que preferem omitir informações e manter o consumidor na ignorância do que ocorre de fato (Assista Food Inc.).

Com tantas matérias e vídeos disponíveis apontando as barbáries sofridas pelos animais e por quem trabalha nos setores do abate, submetido a maus-tratos, a danos físicos e morais, fico cada vez mais convencida que o caminho é mesmo aquele que respeita a vida de maneira ampla. Ser vegetariana hoje é um orgulho que nutro na minha vida.

Fonte: O Eco