Criatividade no auxilio aos animais

Muitos de nós gostaríamos de ajudar cães, gatos e outros animais que são explorados ou vivem abandonados perambulando pela rua, mas muitas vezes isso se torna muito difícil por varias condições que restringem nossas ações. Mas hoje vamos abordar maneiras criativas de ajudar os animais.
A primeira delas e mais importante é através de: “nossas escolhas diárias”. Por mais simples que isso pareça, essa é a maneira mais eficiente em colaborar com os animais. Escolher sempre em favor dos animais quando faz suas compras é uma maneira de forçar as industrias a respeita-los.
Quando você escolhe um produto de limpeza que não testa em animais, e divulga essa ideia a seus conhecidos, você auxilia essa empresa e a coloca em vantagem em relação às outras que não respeitam os animais. Assim se muitas pessoas fizerem o mesmo as outras empresas serão obrigadas a modificarem suas atitudes em relação a nossos irmãos caçulas.
Boicotar quem explora os animais em todos os setores, vai provocar uma mudança de atitude nos meios de produção e comercio que favorece os animais. Escolher entre roupas, sapatos e bolsas de tecidos vegetais em preferencia ao couro, cosméticos não testados em animais, evitar passeios em cavalos e charretes onde os animais são explorados, incentivar e divulgar a ideia de adotar animai e não compra-los como se fossem mercadorias, procurar modificar nossa alimentação para que ela não contribua para o sofrimento e morte dos animais, esses são alguns exemplos simples de ações em favor dos animais que podem ser feitas em nosso dia a dia sem grande esforço.
É importante obter conhecimento e se informar, para se tornar essas decisões e escolhas em favor dos animais mais eficientes. Procurar vídeos e documentários de como os animais são criados para que se obtenham os produtos que são produzidos e comercializados. De posse dessas informações fica mais fácil saber a maneira de ajudar os animais.
Outra maneira de ajudar é se unindo a ONGs e instituições que auxilia, resgatam e protegem os animais. Você pode doar tempo e dinheiro a essas associações, mas é importante se acompanhar o trabalho.
Agora se sua conta bancária não permite doar dinheiro e seu tempo anda curto para poder ajudar com trabalho essas ONGs e instituições você pode encontrar outras formas de ajudar os animais e outras pessoas que ajudam os animais. Você pode:
1 – Espalhar ideias.
Pendurar cartazes ou distribuir panfletos sobre eventos ou fotografias de animais para adoção em clínicas veterinárias, lojas para animais, parques ou cafés.
Partilha no teu perfil do Facebook, Twitter e outras mídias ou outras redes sociais fotografias de animais que estejam para adotar nas associações e ONG de animais.
2 – Angariar dinheiro
Aproveita eventos com amigos para angariar materiais para doar a uma associação de animais domésticos. A sua festa de aniversário, casamento, eventos na escola ou no trabalho são oportunidades para pedir aos amigos, familiares ou colegas que levem materiais para doarem a uma associação.
3 – Transporta animais
Se possui um carro ou sabe dirigir, talvez consigas ajudar uma associação com transporte. Muitas vezes é necessário locomover os animais, por exemplo para consultas no veterinário. Ao doar um pouco do tempo e carro, transportando os animais, você permite que outros voluntários façam outro tipo de trabalho.
4 – Passear com cães e dar carinho a gatos e outros animais
Muitas vezes as associações têm poucas pessoas para exercitar os animais e socializar com eles. Se você é bom com cães doa uma hora da sua semana (ou mais!) para passear com um. Brincadeiras e carinhos tem enormes benefícios psicológicos e físicos para os animais que estão à espera de ser adotados. Se gosta mais de gatos, coelhos ou outros animais não se preocupes, eles também precisam de se socializar. Carinhos, brincadeiras e interação com pessoas prepara-os para a sua nova casa, quando forem adotados.
5 – Recolher material
Da próxima vez que for ao supermercado, se puder, compre ração, produtos de limpeza, brinquedos ou areia para gatos e doa-os a uma associação. Se já não precisar de alguma coisa em tua casa pensa se isso não será útil a uma associação ou ONG de animais. Por exemplo, sofás, almofadas, mantas, toalhas podem ser utilizados. Fica atento se algum amigo ou familiar já não precisa desse tipo de coisas também.
6 – Usa os teus talentos especiais
Se você tem jeito para a costura: Cria brinquedos caseiros ou panos para camas, utilizando roupas ou cobertores antigos. Pode-se fazer roupinhas chamativas com os dizeres “Adota-me” para eles usarem em passeios e feiras de adoção.
Se você tem habilidades para marcenaria ou construção: Ajudar em pequenas reparações ou melhorias nos abrigos para animais resgatados.
Contabilidade e advogados: Se você tem alguma destas formações podes ajudar as associações a manter tudo organizado e dentro da lei.
Treinadores: Podem ajudar muito uma associação. Um comportamento mais equilibrado torna os cães muito mais “adotáveis”.
Website designers: As associações precisam de atualizações constantes nos sites, como por exemplo, colocar informações sobre animais para adotar, eventos, pedidos de doações ou apenas dar um aspeto profissional ao site.
Especialistas em Redes Sociais: Esta é uma área é essencial para as associações espalharem a palavra sobre animais que têm para adoção. Alguém com conhecimento em Facebook, Twitter, etc, com habilidade para escrever e agendar atualizações, pode gerar um grande aumento de adoções bem sucedidas.
Fotógrafos: Imagens de alta qualidade fazem uma grande diferença na rapidez com que os animais são adotados.
7 – Família de acolhimento temporário
Estar num canil ou gatil pode ser muito estressante e triste para os animais, além disso são locais que estão lotados. Encontrar casas temporárias enquanto os animais estão à espera de ser adotados, libera espaço para animais nessas instituições para que outros possam ser resgatados.
Como temos falado não é difícil se ajudar os animais, basta boa vontade, um pouco de conhecimento e amor !

Amor com amor se paga – o amor cura


As pet terapias, ou terapias mediadas por animais, ganharam um forte aliado cientifico, uma pesquisa que comprova que o convívio com cães estimula a formação do hormônio do amor; a oxitocina.
Uma equipe de cientistas lança luz a esse processo de enamoramento entre cães e seus tutores. Eles retroalimentam sua felicidade olhando-se nos olhos.
Os pesquisadores, encabeçados pelo veterinário japonês Takefumi Kikusui, colocaram 30 cachorros com seus tutores em um mesmo quarto, durante 30 minutos, e observaram o que ocorria: olhares, carícias, vozes carinhosas. Antes e depois do experimento, mediram a quantidade do chamado hormônio do amor, a oxitocina, tanto na urina dos mascotes como na dos tutores.
As conclusões do experimento realizado pela Universidade do Japão, são surpreendentes: quanto mais os cachorros e seus tutores se olhavam nos olhos, mais oxitocina seus cérebros produziam. Em seguida, o experimento foi repetido com lobos criados com mamadeira. O hormônio, ingrediente químico fundamental do carinho que sentimos em nosso cérebro, não aumentava.
Esses resultados respaldam a existência de um circuito de oxitocina que se autoperpetua na relação entre humanos e cachorros, de uma maneira similar à que ocorre com uma mãe humana e seu filho,
Durante o processo de domesticação, ao longo de milhares de anos, os cachorros teriam evoluído para imitar um comportamento, o olhar das crianças, que provocava recompensas e agrados.
As implicações do estudo são importantes do ponto de vista médico. Os resultados endossam as terapias com cães e idosos, pessoas doentes, crianças e para pessoas com autismo ou transtorno de estresse pós-traumático, duas patologias nas quais, de fato, a oxitocina está sendo empregada como tratamento experimental.
E mais que isso, confirmam que quando bem elaboradas e planejadas essa terapias podem beneficiar também o animal, já que há um aumento desse hormônio também neste.
Não se pode excluir a hipótese de que esse circuito de oxitocina que se autoperpetua possa existir entre as pessoas e qualquer outro animal, sempre que o animal apresente comportamentos de afiliação socialmente relevantes, como a tendência a olhar para os humanos.
Mas devemos tomar muito cuidado para que essa nova maneira de interação homem animal, não se torne apenas mais um modo de exploração dos animais.
Precisamos imaginar os animais como irmãos terapeutas, não como instrumentos de terapia, que podem ser usados e descartados como seringas e agulhas.
Os animais devem ser tratados com respeito e como seres vivos que podem colaborar com a saúde dos humanos. Não como instrumentos que podem ser “criados” e adaptados às nossas necessidades, alugados, usados e devolvidos a canis solitários e frios. A situação tem que ser boa para todos sem exploração de ninguém.
Quantos animais que estão nas ONGs, super lotadas, e sem carinho e atenção, se beneficiariam desse contato humano. Assim todos os lados sairiam ganhando, os animais recebendo atenção e carinho, e os humanos da mesma forma, todos aumentando seus níveis de “hormônio oxitocina” expressão física de que o AMOR pode melhorar muito nossa vida !

Latir é fundamental para cães se desenvolverem com saúde



Latidos de alerta, para chamar atenção e para brincar fazem parte do vocabulário canino; habilidade faz com que os cães se conheçam melhor

Você é do tipo que se irrita com latidos de cachorros? Saiba então que essa comunicação intensa e, aparentemente sem motivo, é fundamental no mundo dos caninos.

Segundo o antropólogo Brian Hare, assim como os bebês, cachorros aprendem a conviver com os homens imitando seu comportamento e, desta forma, conseguem entender quando estão levando uma bronca ou sendo elogiados. No mundo dos cães, o mesmo acontece na comunicação entre esses animais. O latido é exerce uma função fundamental de reconhecimento entre estes bichinhos.

Hare afirma que os cachorros emitem três tipos de latidos: os de alerta, os que servem para chamar atenção e latidos para brincar. Porém, existe uma nuance entre estas três ramificações que contribuem para que eles se expressem de maneira ainda mais eficaz. A função de dessa diversidade é estabelecer a comunicação com o dono.

As diferenças entre os sons variam no volume e tempo de duração entre eles, por isso, muitas vezes o dono é capaz de perceber o que leva um cão a ter um comportamento diferente do padrão.

Além de todas estas especificidades, o latido dos cães também é fundamental para o reconhecimento entre os animais desta espécie. É por meio destes sons, por exemplo, que eles sabem diferenciar quando estão rodeados de pets conhecidos ou não. Sempre que escutam um latido não identificado, a busca intensa por conhecer mais o emissor faz com que a comunicação entre os animais seja maior e a quantidade de latidos também.

Em suma, tentar fazer um cão ficar quieto pode representar o mesmo que tentar finalizar uma conversa intensa entre duas pessoas que adoram bater papo. Ou seja, pessoas que tiram as cordas vocais para evitar incômodos dos vizinhos estão, no fundo, limitando o mundo de seu bichinho.

PETMAG

Terapia com cães pode salvar vidas



Cada vez mais popular na medicina, a prática possui inúmeros benefícios no tratamento de doenças 

Eles não têm o dom da fala, mas um cãozinho, muitas vezes, parece entender o dono mais do que qualquer outro ser humano. Isso foi constatado cientificamente, é comprovado que tê-los por perto faz muito bem à saúde, até mesmo nos momentos difíceis.

Com o intuito de oferecer maior tranquilidade às pessoas portadoreas de doenças e que precisam de tranquilidade para enfrentar tratamentos pesados, o Instituto MAPAA (Instituto Meio Ambiente e Proteção Animal) oferece a terapia com cães há pouco mais de um ano. De acordo com Mikael Freitas, diretor da ONG, o trabalho começou com a preparação do Vini, da raça Golden: “vimos que havia a possibilidade de levar toda sua calma e carinho a pacientes que precisavam de um momento de conforto e alegria.” Mas a atividade de terapia com pets existe há mais tempo no país, desde 1997, prática introduzida pela psicóloga Hannelore Zucks.

Além dos animais criados pelo próprio Instituto, a ONG faz um belo trabalho com cães abandonados, que são retirados das ruas e levados para o local. Os animais recebem todos os cuidados necessários e tratamentos. “Cães que sofreram durante determinado tempo de suas vidas, quando estiveram nas ruas, podem dar um grande exemplo de perdão e de carinho ao realizar visitas em hospitais”, completa o diretor.

Muita atenção e cuidado são tomados para a preparação desses bichinhos para as sessões, principalmente nos casos de quimioterapias infantis assistidas pelos cães Segundo Mikael, qualquer cão que vá fazer este tipo de contribuição no tratamento de crianças com câncer precisa passar por um treinamento profissional. “O adestramento é essencial para garantir um cachorro tranquilo e preparado para ser muito afagado pelas crianças. É muito importante que eles estejam preparados para que todo o processo de visita seja muito agradável e traga alegria e bem-estar aos pacientes. Além do comportamento e da postura dos cães, todo cuidado com vacinas e higiene é tomado. Banho e higienização bucal são requisitos básicos do bem-estar animal antes das visitas”, explicou.

Ao contrário de tratamentos farmacológicos, que causam dependência ou efeitos colaterais, a interação do cão terapeuta com crianças com câncer estabelece uma melhoria natural nos quadros clínicos de alguns pacientes. “Ficar internado num hospital é muito diferente de estar em casa, o ambiente muitas vezes não favorece uma vivência calorosa, aconchegante e receptiva. Em alguns casos, é difícil relaxar e distrair o pensamento para além da condição de cada paciente. Assim, a companhia de um cão auxilia no relaxamento e na possibilidade de uma experiência de pura troca de carinho. O que pode trazer uma série de benefícios como o fortalecimento e o estímulo emocional, que podem ajudar na recuperação ao oferecer companhia e esperança à criança”, analisa Mikael. Nestes casos, são diversos os casos de melhoria do sistema imunológico, o comportamento depressivo tende a diminuir, assim como a ansiedade.

Estar à frente desta causa significa colocar a compaixão sempre em evidência, tanto para os cuidados com os animais como para a sensibilidade de trabalhar com pessoas doentes. Para Mikael, a recompensa está “no momento de felicidade e de prazer pela própria vida que estas crianças sentem durante a visita do cão terapeuta.”

PETMAG

Brasil tem 30 milhões de animais abandonados


Os cães são os melhores amigos do homem, mas o homem é o que do animal? Alguns que tratam os animais como simples coisas, mas não podemos generalizar. Porém podemos dizer que os maus-tratos ficam mais evidentes a cada dia. Como é o caso da cachorra Tchutchuca, que foi encontrada na rua em estado deplorável a beira da morte, mas recebeu cuidados e hoje alegra o quintal da casa de Thiago Oliveira Catana, membro de um grupo voluntário que cuida de animais abandonados e maltratados.
A Organização Mundial da Saúde estima que só no Brasil existam mais de 30 milhões de animais abandonados, entre 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães. Em cidades de grande porte, para cada cinco habitantes há um cachorro. Destes, 10% estão abandonados. No interior, em cidades menores, a situação não é muito diferente. Em muitos casos o numero chega a 1/4 da população humana.
Em Araçatuba, no interior de São Paulo, são mais de 35 mil animais, destes, 2,6 mil estão abandonados. A cidade de Bauru tem quase 50 mil gatos e cães, o Centro de Zoonoses não soube informar o número de abandonados. Marília conta com mais de 60 mil e a estimativa é que três mil cachorros vivam na rua. Presidente Prudente tem 52 mil animais, com 2,6 mil abandonados. Em São José do Rio Preto são 90 mil.
O Brasil não tem leis efetivas para defender os animais, principalmente de maus-tratos, o que já existe em outros países. Enquanto o exemplo não é seguido, cabe a pessoas como a diarista Jania Aparecido Pinto, que tentar minimizar o abandono, mesmo que seja de maneira improvisada. Ela tem paixão por gatos e cuida de 26. Ela consegue alimentar e dar assistência médica com a ajuda de um grupo de voluntários.
Enquanto uns fazem de tudo para ajudar, outros caminham no sentido inverso. Em Tibiriçá, região de Bauru, um canil que abrigava mais de 70 cães de grande porte é alvo de investigação policial. A Delegacia do Meio Ambiente encontrou animais debilitados e em condições precárias de higiene. Mais de 10 animais acabaram morrendo devido a complicações de saúde. A mobilização de voluntários tem salvado a vida dos demais.
O poder público de modo geral carece de políticas para resolver o problema. Em Presidente Prudente, o Centro de Zoonoses da cidade reconhece a situação e pretende iniciar em breve um trabalho de identificação dos animais através de chips eletrônicos. Com isso, a expectativa é reduzir consideravelmente o numero de animais abandonados.
Combater o problema é fundamental. Mais importante ainda é não deixar que ele aconteça. Sabemos que todos precisam ter direito a vida e nós humanos com certeza somos minoria perante aos demais habitantes da Terra. Por isso devemos respeito.
Talvez o homem seja o único ser que invada o território do outro. Que agrida sem ser ameaçado. Que abandona sem ter motivo. Que maltrata sem justificativa e que tem a capacidade de racionalidade, mas não usa.