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Abrigo abril 2012


ela ganhou um sofá novo e não queria deixar ninguém mexer rsrsrs

domingo chuvoso, pouco frio, mas agradável no abrigo

"Duas medidas igualmente responsáveis"


Nesta época não era fácil! Saímos de Parelheiros para São Bernardo do Campo levando nossos animais para doar!!!

Dois gestos igualmente responsáveis, na mesma medida.
Doar um animal deve ser um gesto igualmente responsável quanto ao gesto de adotar?


Novo velho tempo...
Angústia continuada.
Milhares de animais no processo da “re”colocação na sociedade, infelizmente encontram velhas barreiras “re”surgindo (inúmeros “rês”) que vêm incomodando o empenho dos protetores e afetando os animais no resultado.

Cabe uma reflexão? Penso que sim!

Voluntários da proteção animal completam pouco mais de uma década na caminhada permeada em fortalecer a “re”colocação na sociedade de animais recolhidos pelo poder público ou particulares em situação de abandono e vitimados por crueldade. Muitos “re”incidentes.

Por volta dos anos 1.998 e 2.000 uma “re”tomada de rumos na proteção animal despontava na causa. Discussões se desdobravam com a finalidade de fortalecer e sustentar ambicionados novos tempos. “Re”conhecidamente, a unidade das ações se baseava em descaracterizar mitos, tomar frente nas decisões das cidades influindo na sociedade e no poder gestor, e com coragem, pelos animais, protetores decidem enfrentar transformações de conduta e comportamento dentro e fora do “mitiiê”.

Gosto de chamar de “época do big bang animal”, quando se viu a formação de novas massas no universo da proteção animal. Movimento e provocações fomentaram tomadas de posição, desdobramentos inovadores e a conquista de uma Voz audível na sociedade. Momento valioso...

À época, mesmo com pouco consenso (raro de ser absoluto) grupos defendiam que os animais deveriam viver nos abrigos improvisados e lotados, cuja população animal era permanente e sem perspectivas de “re”colocação - “coisa cultural” - mas ainda assim vencia como a opção preferida. Outros grupos, então, com conceitos modernos se organizavam para controlar o “nascimento” de novos animais, e defendiam ser a “castração” o caminho perfeito e mais objetivo.

Permitam um adendo. Pensar que esta discussão foi levantada na cidade de São Paulo em 1.996/97 com uma lei municipal “condenada” pelas protetoras: castrar significava mutilar. Sem apoio da sociedade a lei acabou contestada na Justiça pelo prefeito e julgada inconstitucional. O assunto somente voltou em 2.001, num cenário novíssimo e então ganhou adesão (Lei Municipal 13.131/01). No entanto, entre a linha radical, predominantemente dos abrigos, e a frente da “castração”, surgiram os outros grupos que entendiam ser a “doação massificada” outro pilar importante no processo. Corretíssimo, convergiam assim as ações!

Quando me recordo das primeiras “feiras de doação” (nunca gostei do nome feira), improvisadas, com poucos recursos técnicos e de logística chego arrepiar e ao mesmo tempo me emociono. Os animais eram transportados à longa distância, sem caixas de transporte ou gaiolas, em carros velhos ou “Kombi” aos destinos (espaços raros de parcerias), e chegavam sujos de xixi, coco e vômito, cansados, estressados. Nenhum castrado nem vacinado (contra raiva sim). Vermífugo então, não passava de uma dose de “licor de cacau” (xarope). Banho? Poucos eram banhados para encarar a jornada e chegavam bem “fididinhos”. Quanto esforço!

Vira-latas, SRDs, Mestiços, igualmente aos de hoje, porém os cães e gatos eram oferecidos como “coitados”, feios até, o que não sensibilizava, fazia rejeição aos potenciais adotantes, contrariamente ao que se vê hoje com o status transformado em “celebridade” merecidamente. Que grato avanço!

Porém, se concordarmos que avançamos no processo e que a “via de mão dupla/mesma medida” é um fato no ato de doar e adotar deveremos concordar também que instrumentos como a tecnologia, legislações e oportunidades de conhecimento nos garantiram um valioso suporte. Com tudo, então, não poderemos negar a “consciência da responsabilidade” em nós incorporada.

Sendo assim, por que estamos trabalhando com uma “lacuna” perigosa e permitida?

Será que além das dificuldades em “re”colocar animais adultos, idosos e dependentes, não vimos que “filhotes” estão sendo “doados/colocados” sem o rigor dos avanços conquistados para Eles? Não observamos que tais procedimentos equivocados alargam a lacuna prejudicando o impacto dos “gestos responsáveis”? Não percebemos que “força e espaço” (conquistados) estão sendo consumidos?

Nada mais idiota do que “re”utilizar o ditado: “correndo atrás do próprio rabo”. Que coisa exaustiva!

Como podemos aceitar que animais sem identificação eficiente, livres de um sistema que os protejam em caso de abandono ou de eventuais acidentes sociais estejam circulando pelas “feiras” de doação? Habitando, ou não, em lares esquecidos na “pós-adoção”?

Aceitar? Fingir não ver? Como assim?
A verdade é que cães e gatos estão voltando para as ruas. Ato contínuo novamente “re”colhidos sem sequer sabermos de onde vieram e quem os abandonou. Pior ainda, em alguns casos quando submetidos ao procedimento cirúrgico acabam por confirmar que estão castrados.
Lastimável, e lamentável observar que ainda nos faltam visão e compreensão espaciais!

Nas gigantescas regiões da cidade de São Paulo e em outras cidades os animais se espalham excluídos das estatísticas de controle. Zero controle! Os protetores parecem não se preocuparem, haja vista não exigirem das autoridades a execução de um sistema rigoroso de Registro e Identificação, mesmo sabendo que a ausência desta ação penaliza os animais e despreza uma marca-de-fidelidade para “doadores” e “adotantes” nos programas particulares e públicos que garantam a eficiência dos “dois gestos responsáveis”.

No entanto, displicentemente, cada um dos envolvidos no processo e ao mesmo tempo dissociado do processo, procura oferecer “solução” pontual e particular para este equívoco, se esquecendo e ignorando que batalhas solitárias fatalmente serão perdidas...

Quero concluir afirmando que a incansável luta para regrar satisfatoriamente as ações que caminham na “mão dupla/de igual media” precisam atingir índices de qualidade, mesmo que para isto se “re”corte na própria carne. Mais que isto, com firmeza olharmos para o “velho tempo” confiantes de “res”gatarmos a “re”conciliação dos esforços e “re”fazermos o ambicionado caminho do “tempo novo”.

Angela Caruso
Março/2012

Aminais IDOSOS!




O Processo de Envelhecimento de nossos Cães
(como podemos ajudá-los)

(uma tradução livre do site que contém o artigo:
The Aging Process - How We Can Help (Holly Frisby, DVM, MS)

Assim como acontece com os humanos, esperamos que algumas mudanças ocorram no corpo de nossos animais à medida em que eles envelhecem. Estas mudanças podem não ser as mesmas em cada espécie. Em alguns animais, como os pequenos cães de companhia, problemas cardíacos são comuns, enquanto que nos gatos, por exemplo, os rins podem ser os primeiros orgãoes a dar sinais de envelhecimento. Podemos ajudar, de muitas maneiras, nossos animais de estimação a enfrentar e se adaptar a estas mudanças: diagnosticando precocemente os problemas, usando medicamentos e suplementos apropriados, modificando o ambiente, a alimentação e suas atividades, assim como a maneira como interagimos com estes velhos e queridos amigos.



1. Mudanças em necessidades nutricionais

À medida em que os cães envelhecem, seu metabolismo muda e diminuem suas necessidades calóricas. Estas, em geral, decrescem uns 20%. Em função de um simultâneo decréscimo de suas atividades, não devemos alimentá-los com o mesmo volume de comida que fazíamos quando eram jovens porque, deste modo, irão inevitavelmente ganhar peso e tornarem-se obesos. A obesidade é um dos maiores problemas de saúde em cães idosos e contribui de modo decisivo para o surgimento ou agravamento de outras patologias. Além de diminuirmos as calorias, devemos procurar aumentar o volume de fibras e diminuir a gordura em sua alimentação. Dependendo da orientação veterinária, agora também será a hora de acrescentarmos suplementos e vitaminas à sua alimentação. Claro que a diminuição de +- 20% de seu alimento deve ser feita de forma gradual.

Guia geral de recomendações de alimentação para cães idosos:

Objetivos maiores:
1. Manter a saúde e o peso ideal para a idade;
2. Impedir ou tornar mais lenta a progressão de doenças;
3. Minimizar ou melhorar os sinais clínicos de doença existente.
Rotina diária consistente, afim de minimizar o stress;
Multiplas refeições diárias com intervalos regulares;
Alimentos agradáveis e com odor mais forte;
Dieta com baixa proteína, pouca gordura e de boa qualidade;
Cuidados dentários rotineiros;
Exercício diário moderado;
Dieta terapêutica quando necessária.


2. Mudanças no pelo e na pele

Do mesmo modo que os humanos, o cão idoso pode apresentar gradual embranquecimento dos pelos, principalmente no focinho e ao redor dos olhos. Seu pelo pode se tornar mais fininho e sem brilho, ainda que isto também possa ser sintoma de doença ou deficiências nutricionais. Suplementos de ácidos graxos podem auxiliar a restaurar um pouco do brilho original da pelagem mas estas mudanças sempre devem ser acompanhadas por um veterinário. Cães mais velhos podem necessitar de escovação mais frequente, com atenção especial ao abdomem e à área anal. Escovação é uma ótima maneira de se ter um tempo gostoso com nossos velhos amigos caninos, que vão adorar esta nova rotina. A escovação também é uma ótima maneira de se detectar pequenos tumores na pela ou outros problemas e de ter a oportunidade para poder apalpar o abdomem e as mamas em busca de qualquer alteração suspeita.

A pele dos cães mais idosos torna-se mais fina, menos elástica e mais propensa a machucados. Alguns cães podem também desenvolver múltiplos tumores benignos de pele (ou verrugas) que não devem ser removidos a não ser que sejam alvo de machucados freqüentes. Tumores cancerosos também podem ocorrer. Pele seca pode ser um problema para alguns cães idosos e ácidos graxos podem ajudar a aliviar isto.



3. Calos

É comum para cães idosos de raças maiores desenvolver calos em seus cotovelos. Parte da razão para isto acontecer é a tendência dos cães idosos de serem menos ativos e permanecerem mais tempo deitados, especialmente se a superfície é dura. Providenciar uma cama macia, almofadas ou um simples colchonete, pode diminuir o problema e os ossos de seu amigo irão lhe agradecer. Cremes ou óleos amaciam a região.



4. Unhas quebradiças

Assim como vemos mudanças no pelo, as unhas mudam e tendem a tornar-se ressecadas e quebradiças. Devem ser aparadas com cuidado e regularidade para prevenir acidentes. Uma vez que estes cães fazem menos exercícios, também existem menos oportunidades para um desgaste natural de suas unhas.



5. Decréscimo na mobilidade

A artrite é uma ocorrência bastante comum em cães idosos, especialmente em cães de grande porte ou em cães com um espaço maior entre as patas dianteitas e traseiras, como os Dachshunds and Bassets, raças com tendência a doenças intervertebrais (do IV disco). Cães que tiveram acidentes ou algum problema em suas articulações quando jovens também tem tendência a desenvolver artrite quando envelhecem. Assim como nos humanos, a artrite pode causar apenas um pequeno enrigecimento ou se tornar uma limitação debilitante e terrivelmente dolorosa. Os cães podem ter dificuldades em subir ou descer escadas, pular para dentro do carro ou mesmo erguer-se rapidamente quando acordam.

Chondroitin e glucosamina em doses específicas, como em Drs. Foster, Smith Joint Care e Cosequin, podem ser de grande ajuda. Existe muita literatura veterinária e humana sobre o uso destes medicamentos. Remédios anti-inflamatórios e para a dor como aspirinas, iboprofen e outros, também são recomendados mas podem causar gastrite e úlceras. JAMAIS administrá-los em jejum ou por longo tempo.

Exatamente como com os músculos humanos (if you do not use them, you lose them), os cães idosos mais inativos tendem a perder tonicidade e massa muscular e isto pode tornar seus movimentos mais difíceis e, assim, eles se movem menos, etc.: um círculo vicioso se instala. O exercício moderado é importante: caminhadas mais curtas e freqüentes, oportunidades para nadar sem stress e por um tempo curto, ou outras rotinas semelhantes, devem ser pensadas para manter os músculos em atividade mas sem lesionar ou extenuar o animal.

Rampas, banquetas para manter seus pratos de comida e água numa altura confortável, camas com colchonetes ortopédicos, roupa ou cobertor para mantê-los aquecidos, etc., são coisas que auxiliam os cães idosos a manterem uma maior qualidade de vida.



6. Doenças dentais

A doença dental é a mudança mais comum dos cães idosos. Pesquisas mostram que, aos três anos, 80% dos cães mostram sintomas de doenças nas gengivas ou nos dentes. Rotinas dentais como ter ossos verdadeiros e/ou de "couro" para roer e até mesmo a escovação dental com escova apropriada, ajudam a minimizar a doença dental, retardando ou mesmo prevenindo o surgimento de tártaro e das cáries. Os cães que não recebem estes cuidados podem vir a desenvolver problemas dentários a medida em que envelhecem e até desenvolver complicações sérias. A limpeza do tártaro realizada com regularidade pode estar indicada inclusive para atenuar ou evitar o mau-hálito. A retirada de dentes cariados, quebrados ou com alguma doença periodental pode trazer grande alívio ao animal. Faça check-ups periódicos em seu amigo canino.



7. Redução da mobilidade gastrointestinal (constipação)

`A medida em que os cães envelhecem, o movimento da comida através do trato digestivo torna-se mais lento. Isto pode resultar em constipação. Ela é mais comum em cães que experimentam algum tipo de dor ao defecar, como aqueles com displasia de quadril ou displasia da glândula anal. A inatividade também contribui para a constipação. Este quadro pode também ser sintoma de outras doenças, razão pela qual esta é uma indicação para uma avaliação veterinária. Dietas com maior quantidade de fibras e, eventualmente, laxativos, podem ser recomendados. Também é importante que o cão disponha de água fresca à vontade.



8. Decréscimo no sistema imunológico

Outra decorrência do envelhecimento, o sistema imunológico já não funciona de modo eficiente e o cão idoso está mais sujeito a desenvolver doenças infecciosas e, nestes casos, a infecção se apresenta com mais gravidade do que num cão jovem. É importante manter seu velho amigos com todas as vacinas em dia. Infestações de pulgas, carrapatos e vermes devem ser imediatamente combatidas.



9. Diminuição da função cardíaca

À medida em que o coração de seu amigo canino envelhece, ele perde um pouco de sua eficiência e deixa de ser capaz de bombear a quantidade de sangue necessária (num certo intervalo de tempo). As válvulas do coração perdem um pouco de sua elasticidade e isto também contribui para uma diminuição de sua eficiência de bombeamento. A válvula mitral é a que está mais comumente envolvida nestes quadros, especialmente entre as raças pequenas. Alguma mudança na função cardíaca é normal. Entretanto, as mudanças mais severas podem ocorrer em cães que tiveram algum problema cardíaco quando jovens, apresentam algum problema congênito ou, como nos humanos, quando estão muito acima do peso adequado. Exames para um diagnóstico correto, como radiografias, eletrocardiogramas (EKG) e ecocardiogramas devem ser feitos. Vários medicamentos podem estar indicados, dependendo do tipo e da gravidade de cada caso.



10. Diminuição da capacidade pulmonar

Os pulmões também perdem sua elasticidade durante o processo de envelhecimento e a capacidade de oxigenar o sangue também pode estar diminuída. Alguns problemas cardíacos podem fazer refluir líquidos para os pulmões que, gradualmente, ocupam o espaço do ar tornando o cão ofegante e facilmente cansável. Cães idosos também tem mais tendência a terem infecções respiratórias.



11. Diminuição da função renal

Com a idade, os animais correm um maior risco de doenças renais. Isto pode ser devido a mudanças no próprio rim ou como resultado da disfunção de outros orgãos, como o coração - que se não estiver funcionando direito, diminuirá o fluxo sangüínio ao rim. A função renal renal pode ser medida através de exames bioquímicos no sangue e análise de urina. Estes testes podem identificar problemas antes de que sintomas físicos os denunciem. O mais frequente sinal de doença renal que pode ser observado pelos donos é o aumento marcado no consummo de água e na eliminação de urina, mas isso geralmente não ocorre até mais ou menos 70% da função renal estar perdida.

Se os rins não estiverem funcionando normalmente, dieta e medicamentos podem auxiliar o cão idoso a eliminar os resíduos tóxicos produzidos pelo funcionamento normal biológico.



12. Diminuição da função do fígado

Apesar de o fígado ser um orgão incrível e único na sua capacidade de regeneração, envelhece do mesmo modo que os demais orgãos do corpo. Sua habilidade de desentoxicar o sangue e de produzir numerosas enzimas e proteínas diminui com a idade.

Algumas vezes as enzimas podem estar aumentadas de forma anormal num animal aparentemente normal e saudável. Outras vezes num animal com doença hepática aparente, a análise das enzimas acusa um resultado normal. Isto, naturalmente, dificulta bastante a interpretação destes testes.

E porque o fígado metaboliza muitos medicamentos e anestésicos, a dose destas drogas deve ser diminuída se a função hepática já não está mais normal. Testes pré-anestésicos devem ser realizados para evitarem problemas potenciais em caso da necessidade de alguma cirugia.



13. Mudanças na função glandular

Algumas glândulas tendem a produzir menos hormônios à medida em que envelhecem, outras, ao contrário, a produzir mais. Problemas hormonais são comuns em cães idosos, e a propensão de criarem problemas está, com freqüência, relacionada com a raça e ou a linhagem. Os Golden Retrievers, por exemplo, tem uma tendência muito grande a desenvolverem hipotiroidismo. Exames de sangue auxiliam a diagnosticar tais doenças, muitas das quais são tratáveis com medicação humana.



14. Alargamento da próstata

O homem e o cachorro são os únicos animais a possuirem próstata. Quando um macho, que não foi castrado, chega aos 8 anos de idade, ele tem 80% de chances de desenvolver doenças da próstata mas estas raramente são cancerosas. Na maioria dos casos a próstata apenas alarga-se. O alargamento da próstata, entretanto, pode causar problemas para urinar ou defecar. Cães machos idosos, especialmente os não-castrados, deveriam ter sua glândula checada regularmente. O risco destas doenças é grandemente reduzido se o cão é castrado.



15. Mudanças nas glândulas mamárias

As fêmeas podem deesenvolver algum enrigecimento das glândulas mamárias, com a idade, devido a infiltração de tecido fibroso. Cancer de mama, em fêmeas não-castradas, é bastante comum, tanto quanto nos humanos. Isso acontece a tal ponto que o câncer de mama é o tumor mais comum da fêmea idosa e também o mais maligno. As fêmeas idosas devem ter suas mamas checadas pelo veterinário regularmente e também por seus donos: basta virá-las de barriga para cima e apalpar suavemente cada mama, em busca de nódulos duros, verrugas ou outras alterações.



16.Medula substituída por gordura

Acima mencionamos a tendência dos cães idosos, assim como os humanos, de acumularem mais gordura. Esta gordura também se infiltra na medula, que é a responsável por criar as células vermelhas no sangue (que são as células que carregam e distribuem o oxigênio no organismo), as células brancas (que atacam as infecções, etc.) e as plaquetas (que auxiliam o sangue a coagular). se a medula é substituída por gordura de modo exagerado, o cão pode tornar-se anêmico. Esta é uma das razões pelas quais é recomendado que os cães façam um exame completo de sangue como parte de seu check-up anual.



17. Sistema nervoso e mudanças comportamentais

À medida em que os animais envelhecem, células nervoas morrem e não são substituídas. Às vezes, algumas proteínas também podem acumular-se nas células nervosas e impedi-las de funcionar corretamente e a comunicação entre as células nervosas pode ficar alterada. Para alguns cães, as mudanças em seu sistema nervoso podem ser suficientemente grandes para causar alterações de comportamento. A isto chamamos de disfunção cognitiva. De acordo com pesquisa realizada pela Pfizer Pharmaceutical, fabricante do Anipryl - um medicamento para tratar disfunção cognitiva canina, 62% dos cães com mais de 10 anos de idade vão sentir pelo menos alguns dos sintomas desta disfunção, que incluem: confusão ou disorientação, inquietação (principalmente à noite), perda total ou parcial do controle esfincteriano, descréscimo de atenção, descréscimo de atividades, e até o não reconhecimento de amigos caninos ou humanos.

Cães idosos podem ter um descréscimo na sua capacidade de lidar com o stress e isto também pode resultar em mudanças comportamentais. Ansiedade da separação, agressão, irritabilidade, fobias (principalmente a barulhos) e crescente vocalização podem aparecer ou tornarem-se mais agudas, em cães idosos. Vários medicamentos combinados com técnicas amorosas de modificação comportamental podem ajudar a resolver ou diminuir alguns destes problemas.

Uma vez que os cães mais velhos não administram bem o stress, adotar um novo filhote quando seu cão começa a mostrar estes sinais de idade, pode não ser uma boa idéia. É importante lembrar que se necessário, devemos trazer o novo filhote quando o cão mais idoso ainda tem plena mobilidade (pode se afastar do filhote caso este o incomode), esteja sem dor (um cão com dor torna-se impaciente e pode mostrar-se agressivo se o filhote o incomodar), quando o cão mais velho não tem nenhuma disfunção cognitiva e ainda pode ver e ouvir bem.



18. Aumento da sensibilidade às mudanças de temperatura

À medida em que os cães envelhecem, descresce sua habilidade de regular sua temperatura corporal. Isto significa que eles estão menos aptos a adaptar-se a mudanças na temperatura do ambiente em que vivem. Cães que podiam aguentar temperaturas mais baixas, mais frio, quando jovens e ativos, talvez não o façam ao envelhecer. Monitorar a temperatura ao redor do cão, providenciando abrigo, roupas caninas, tapetes mais impermeáveis e fofos, e proteção do vento e da humidade, enfim, fazendo os ajustes para criar um ambiente confortável, ajudará seu cão a ter uma velhice mais agradável. Assim como o cão idoso sofre com o frio, o calor excessivo o incomoda e o deixa abatido e prosternado, diminuindo seu interesse pela comida ou por alguma atividade. Mantê-lo na sombra, em lugar ventilado e fresco, mudar sua água várias vezes por dia, e garantir seu descanso, também é necessário.



19. Diminuição da audição

Alguns cães, ao envelhecer, apresentam uma significativa redução na sua capacidade auditiva. Uma perda pequena é difícil de avaliar em cães. Freqüentemente a redução se torna severa antes que os donos percebam o problema. Os primeiros sinais podem parecer agressividade mas na verdade o cão, não percebendo que a pessoa se aproxima, pode ter um sobressalto ao ser tocado e, instintivamente, reagir. Os donos podem também achar que o cão não obedece mais aos comandos familiares mas na verdade o cão não mais os escuta.

A perda auditiva geralmente é irreversível, mas algumas mudanças na interação com o cão podem ajudar a reduzir seus efeitos. Uma das razões de ensinar sinais com as mãos para vários comandos (juntos com o som do comando) enquanto eles são jovens, é que estes sinais manuais são úteis se o cão desenvolve perdas auditivas significativas. O uso de luzes para sinalizar alguns comandos (como piscar as luzes da varanda se você quer que o cão entre, à noite) podem ser úteis, às vezes. Cães com perda auditiva frequentemente podem sentir as vibrações, portanto bater palmas ou os pés podem alertar o cão e avisá-lo de que seu dono quer comunicar-se com ele.



20. Mudanças nos olhos e diminuição da visão

Muitos cães desenvolvem uma doença nos olhos chamada de esclerose nuclear. Uma característica desta doença é que a lente ocular aparece enevoada, apesar de que os cães possam ainda enxergar normalmente. Os donos, com freqüência, acreditam que o cão esteja com catarata (que de fato afeta a visão) quando é apenas esclerose nuclear. A catarata é mais comum em cães idosos de certas raças, assim como o glaucoma. Qualquer mudança súbita na visão ou na aparência de um ou dos dois olhos é um sinal de emergência e um veterinário deve ser contactado imediatamente. Exame oftalmológico faz parte do check-up de rotina dos cães idosos.



Resumo

Os cães mais velhos podem apresentar algumas mudanças nas funções de seus corpos. Alguns apresentam mudanças mais pronunciadas do que outros pois estas mudanças podem variar bastante. Alguns cachorros apresentam já algumas destas mudanças antes de envelhecerem e, sabendo o que esperar, você pode ajudá-lo a ajustar-se "se" e "quando" algumas destas mudanças ocorrerem.

À medida em que este envelhece, a saúde do cão precisa ser monitorada mais atentamente. Não ignore a mudança na atividade e no comportamento de seu cão. Muitas destas mudanças podem ser sinais de doenças sérias. Se você estiver em dúvida, consulte seu veterinário e não deixe de levar seu velho amigo canino para um check-up anual.



Referências

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Thompson, S (moderator). "Roundtable on pediatric, adult, senior, and geriatric wellness at every stage of life". Veterinary Forum; 1999 (January): 60-67.




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