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Reforma do Código Penal

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Se voce quer mudar a situação dos animais no país não tema fazer parte desta batalha. Precisamos convencer a sociedade e as autoridades brasileiras que os crimes contra animais devem ser punidos com rigor. Aquele que pratica violência contra os animais é criminoso, portanto deve ser tratado como tal. Os animais são vítimas sem qualquer defesa. Basta entrar no http://www.reformadocodigopenal.com/ assinar e repassar para outros interessados em salvaguardar os direitos e a vida dos animais.

Veja a última matéria sobre o andamento no Senado e como o Movimento Nacional está trabalhando http://www.noticiaanimal.com.br/viewpost.php?idpost=1190

"Duas medidas igualmente responsáveis"


Nesta época não era fácil! Saímos de Parelheiros para São Bernardo do Campo levando nossos animais para doar!!!

Dois gestos igualmente responsáveis, na mesma medida.
Doar um animal deve ser um gesto igualmente responsável quanto ao gesto de adotar?


Novo velho tempo...
Angústia continuada.
Milhares de animais no processo da “re”colocação na sociedade, infelizmente encontram velhas barreiras “re”surgindo (inúmeros “rês”) que vêm incomodando o empenho dos protetores e afetando os animais no resultado.

Cabe uma reflexão? Penso que sim!

Voluntários da proteção animal completam pouco mais de uma década na caminhada permeada em fortalecer a “re”colocação na sociedade de animais recolhidos pelo poder público ou particulares em situação de abandono e vitimados por crueldade. Muitos “re”incidentes.

Por volta dos anos 1.998 e 2.000 uma “re”tomada de rumos na proteção animal despontava na causa. Discussões se desdobravam com a finalidade de fortalecer e sustentar ambicionados novos tempos. “Re”conhecidamente, a unidade das ações se baseava em descaracterizar mitos, tomar frente nas decisões das cidades influindo na sociedade e no poder gestor, e com coragem, pelos animais, protetores decidem enfrentar transformações de conduta e comportamento dentro e fora do “mitiiê”.

Gosto de chamar de “época do big bang animal”, quando se viu a formação de novas massas no universo da proteção animal. Movimento e provocações fomentaram tomadas de posição, desdobramentos inovadores e a conquista de uma Voz audível na sociedade. Momento valioso...

À época, mesmo com pouco consenso (raro de ser absoluto) grupos defendiam que os animais deveriam viver nos abrigos improvisados e lotados, cuja população animal era permanente e sem perspectivas de “re”colocação - “coisa cultural” - mas ainda assim vencia como a opção preferida. Outros grupos, então, com conceitos modernos se organizavam para controlar o “nascimento” de novos animais, e defendiam ser a “castração” o caminho perfeito e mais objetivo.

Permitam um adendo. Pensar que esta discussão foi levantada na cidade de São Paulo em 1.996/97 com uma lei municipal “condenada” pelas protetoras: castrar significava mutilar. Sem apoio da sociedade a lei acabou contestada na Justiça pelo prefeito e julgada inconstitucional. O assunto somente voltou em 2.001, num cenário novíssimo e então ganhou adesão (Lei Municipal 13.131/01). No entanto, entre a linha radical, predominantemente dos abrigos, e a frente da “castração”, surgiram os outros grupos que entendiam ser a “doação massificada” outro pilar importante no processo. Corretíssimo, convergiam assim as ações!

Quando me recordo das primeiras “feiras de doação” (nunca gostei do nome feira), improvisadas, com poucos recursos técnicos e de logística chego arrepiar e ao mesmo tempo me emociono. Os animais eram transportados à longa distância, sem caixas de transporte ou gaiolas, em carros velhos ou “Kombi” aos destinos (espaços raros de parcerias), e chegavam sujos de xixi, coco e vômito, cansados, estressados. Nenhum castrado nem vacinado (contra raiva sim). Vermífugo então, não passava de uma dose de “licor de cacau” (xarope). Banho? Poucos eram banhados para encarar a jornada e chegavam bem “fididinhos”. Quanto esforço!

Vira-latas, SRDs, Mestiços, igualmente aos de hoje, porém os cães e gatos eram oferecidos como “coitados”, feios até, o que não sensibilizava, fazia rejeição aos potenciais adotantes, contrariamente ao que se vê hoje com o status transformado em “celebridade” merecidamente. Que grato avanço!

Porém, se concordarmos que avançamos no processo e que a “via de mão dupla/mesma medida” é um fato no ato de doar e adotar deveremos concordar também que instrumentos como a tecnologia, legislações e oportunidades de conhecimento nos garantiram um valioso suporte. Com tudo, então, não poderemos negar a “consciência da responsabilidade” em nós incorporada.

Sendo assim, por que estamos trabalhando com uma “lacuna” perigosa e permitida?

Será que além das dificuldades em “re”colocar animais adultos, idosos e dependentes, não vimos que “filhotes” estão sendo “doados/colocados” sem o rigor dos avanços conquistados para Eles? Não observamos que tais procedimentos equivocados alargam a lacuna prejudicando o impacto dos “gestos responsáveis”? Não percebemos que “força e espaço” (conquistados) estão sendo consumidos?

Nada mais idiota do que “re”utilizar o ditado: “correndo atrás do próprio rabo”. Que coisa exaustiva!

Como podemos aceitar que animais sem identificação eficiente, livres de um sistema que os protejam em caso de abandono ou de eventuais acidentes sociais estejam circulando pelas “feiras” de doação? Habitando, ou não, em lares esquecidos na “pós-adoção”?

Aceitar? Fingir não ver? Como assim?
A verdade é que cães e gatos estão voltando para as ruas. Ato contínuo novamente “re”colhidos sem sequer sabermos de onde vieram e quem os abandonou. Pior ainda, em alguns casos quando submetidos ao procedimento cirúrgico acabam por confirmar que estão castrados.
Lastimável, e lamentável observar que ainda nos faltam visão e compreensão espaciais!

Nas gigantescas regiões da cidade de São Paulo e em outras cidades os animais se espalham excluídos das estatísticas de controle. Zero controle! Os protetores parecem não se preocuparem, haja vista não exigirem das autoridades a execução de um sistema rigoroso de Registro e Identificação, mesmo sabendo que a ausência desta ação penaliza os animais e despreza uma marca-de-fidelidade para “doadores” e “adotantes” nos programas particulares e públicos que garantam a eficiência dos “dois gestos responsáveis”.

No entanto, displicentemente, cada um dos envolvidos no processo e ao mesmo tempo dissociado do processo, procura oferecer “solução” pontual e particular para este equívoco, se esquecendo e ignorando que batalhas solitárias fatalmente serão perdidas...

Quero concluir afirmando que a incansável luta para regrar satisfatoriamente as ações que caminham na “mão dupla/de igual media” precisam atingir índices de qualidade, mesmo que para isto se “re”corte na própria carne. Mais que isto, com firmeza olharmos para o “velho tempo” confiantes de “res”gatarmos a “re”conciliação dos esforços e “re”fazermos o ambicionado caminho do “tempo novo”.

Angela Caruso
Março/2012

BAZAR VEGANO




Dia 11, das 10 as 19h - Domingo
na Rua Domingos de Moraes, 1581 - Vila Mariana - SP

Venha prestigiar o trabalho de ONGs e grupos que trabalham pela defesa dos direitos dos animais, pequenos produtores e micro empresários, cozinheiros, artesãos e artistas!

Assim você ajuda os animais e pessoas comprando presentes lindos e éticos, saboreia muitas delicias veganas ( e pode levar pra casa também!), escuta um som legal! ( dessa vez vai ter DJ tocando! ) e encontra um monte de gente bacana!

Não esqueçam de trazer aquelas coisas que estão encostadas em casa para o baú das dádivas!
Roupas, cds, discos, dvds, objetos em bom estado são bem vindos! Mesmo que você não tenha nada para trazer pode pegar o que te interessar!

Lembrem também de levar suas sacolas (ecobags) para as compras
...e suas barrigas vazias pra encher de comidas veganas deliciosas!

Ahh, traga sua caneca pra beber água, assim a gente produz menos lixo, né? Vai ter galões de água mineral para o público.

Se você quiser levar seu cachorro, pense se ele gosta de muita gente, talvez fique muito extressado com barulhos e muitas pessoas!

Algumas bancas aceitam cartão, mas a maioria só dinheiro ou cheque para as compras!

Venham de bike, ou de metrô! ou dos dois, domigos e feriados bikes são bem vindas o dia todo em toda linha do metrô e trens da CPTM!

Confira a lista completa de expositores e mais informações no www.bazar-vegano.blogspot.com

Qualquer dúvida escreve para a Luisa no veganobazar@gmail.com

Até lá!
http://bazar-vegano.blogspot.com/

FOTOS DO EVENTO




CAIXA DO EVENTO BICHOS & BRUXOS
08 de outubro de 2011 - sábado

VALORES LÍQUIDOS:

BRUXOS R$ 1.140,00(crédito e débito)
BEBIDAS/COMIDA R$ 1.461,00
BAZAR R$ 3.025,00 (débito e crédito)
DOAÇÃO R$ 50,00

TOTAL R$ 5.632,00

O total arrecadado como sempre revertido para as atividades do Quintal de São Francisco.
O abrigo está em fase de fechamento e nossas atividades diárias são em favor dos animais abrigados – 105 cães e 28 gatos – idosos e lindos!
OBRIGADA a todos que colaboraram com este evento: amigos, parceiros, voluntários e colaboradores.

Diretoria
WWW.quintaldesaofrancisco.org.br (veja fotos do evento)

Pesquisa sobre comunicação na causa animal

Pesquisa produzida pelo Quintal de São Francisco

 

 

Razão da pesquisa:

Ligações e e-mails dirigidos ao Quintal de São Francisco solicitando, por vezes cobrando, informações sobre mensagens que são repassadas na Internet contendo as seguintes situações: canis de animais de raça fechando; animais atropelados e/ou machucados com fotos; pedidos de recolhimento indicando locais; abrigos lotados sem ração e pedidos de ajuda em dinheiro.

 

Como acontece com todas as Ongs recebemos diariamente pedidos de ajuda. Animais cujos donos por centenas de motivos não podem ou não querem mais; complicações em família, doenças e mortes; animais nas ruas abandonados; situação de maus-tratos e incômodo de vizinho. Entre os rotineiros chamados percebemos um crescimento de pessoas questionando a direção de entidade sobre os fatos explícitos na Razão da Pesquisa. As mensagens sempre estão acompanhadas de uma ou mais das seguintes perguntas: Se já tomamos conhecimento daquele fato? Se é verdadeiro? Qual a posição da entidade em relação aos animais envolvidos no caso? Se vamos ajudar as pessoas envolvidas?

 

Em janeiro deste ano decidimos observar como pensam e agem as pessoas que repassam as mensagens e/ou nos ligam para cobrar uma ação “objetiva” com os animais em questão.

 

Adotamos, então, um critério que nos permitisse aproximação com os repassantes e também com os interlocutores telefônicos. Separamos algumas mensagens e encaminhamos solicitação para que participassem de uma pesquisa.

O texto encaminhado:

O Quintal de São Francisco está fazendo uma pesquisa do seu e nosso interesse. Apenas algumas perguntas serão feitas, porém não eletronicamente, mas exclusivamente por telefone. Se houver interesse em participar, por gentileza disponibilize números de telefones e horários disponíveis para seu maior conforto em responder as perguntas. Informações pessoais (nome, email, fone) não serão divulgadas. Não trata de venda ou pedido de ajuda. Aguardamos sua resposta. Obrigada”

 

*Encaminhamos 189 mensagens:

62p. não responderam;

19p. mensagem retornou

108p. responderam dando permissão;

89p. selecionadas para a pesquisa;

 

*Ao telefone aproveitamos as ligações e após atendimento perguntamos se gostaria de responder a uma pesquisa: 36p. concordaram; 23p. selecionadas.

 

*Excepcionalmente: 1p. contato pessoal.

 

*Número de entrevistados: 112 (telefone) e 01 (pessoalmente ) =  113 p.

*Prazo da conclusão entre recrutamento e entrevistas: 76 dias

*Média de minutos por ligação: 3m45seg (máximo)

*Identidades preservadas: 111p. concordam e 02p. não se importam.

*Comentários interessantes anotados: 99p. concordam.

 

1ª. Pergunta e gabarito:

Como você reage aos e-mails enviados para sua caixa de mensagens e também por outros meios de comunicação pedindo AJUDA para os animais?

 

ü      Gosta, assim pode ajudar? 04p.

ü      Ajuda sempre? 02p.

ü      Repassa sem ler?  56p.

ü      Deleta sem ler?  42p.

ü      Lê e repassa? 09p.

 

2ª. Como você age com as mensagens indesejadas:

 

ü      Bloqueia?  88p. + não adianta muito, pois aparecem novos.

ü      Pede exclusão?  34p. + aparecem novos

 

3ª. Você ajuda a causa animal?

 

ü      Faz doações periódicas em dinheiro para ajudar os animais?  19p.

ü      Faz doações esporádicas em dinheiro para ajudar os animais? 48p.

ü      Faz doações em produtos (ração, outros) para ajudar os animais?  14p.

ü      Faz ação isolada para ajudar os animais?  32p. quando podem!

 

Transparência:

 

ü      Gostaria de receber prestação de contas sem exigir?  79 sim e 02 não se importam dos que colaboram.

 

4ª. Como prefere receber notícias sobre acontecimentos com animais?

 

ü      Email? 28

ü      Facebook? 18

ü      Twitter? 09

ü      Informativo tipo Jornal Eletrônico? 41

ü      Jornal de papel? 11

ü      Carta? 06

 

5ª. Periodicidade das informações:

 

ü      Diário? 12

ü      Mensal? 92

ü      Bimensal? 08

 

Dados dos entrevistados:

 

ü      Sexo Feminino: 97 - Masculino: 16

 

Condição do entrevistado em relação à causa animal:

 

ü      Simpatizante cadastrado em sites e Blogs que confia: 41

ü      Colaborador cadastrado em Ongs, Grupos, Independentes: 28

ü      Ativista cadastrado em sites e blogs: 11

ü      Casual que colabora esporadicamente e usa o sistema de busca da internet para localizar aqueles que trabalham com os animais: 33

 

Local de residência:

 

ü      São Paulo, capital – 99 - ABCD – 14

 

Frases extras anotadas conforme permissão:

1.       “... Odeio receber mensagens mal postadas, com fotos horrendas, fazem apelações sobre ração e nos deixam desesperados”

2.       “... Acho ridículo ficar repassando mensagens. Vai ajudar em vez de repassar”

3.       “... Quem liga o computador e só repassa tragédia precisa de psiquiatra.”

4.       “... Falta do que fazer.”

5.       “... Não merece respeito, pois não respeita as pessoas.”

6.       “... Quero saber tudo sobre os animais e acho que as ONGs são obrigadas  saber e informar a população.”

7.       “... Se eu puder ajudo os animais sem ficar nesta propagação. Não suporto estas mensagens.”

8.       “... Pedindo dinheiro em poupança eu não ajudo mesmo”

9.       “... Acho que são formas de sensibilizar os insensíveis”

10.   “... De que outra forma nós poderíamos ajudá-los? Temos de fazer muito barulho mesmo.”

11.   “... Não repasso para amigos, isto é coisa de inimigo”.

12.   “... Já fui bloqueada, mas não vou parar de repassar, quero que se danem... Os animais precisam da ajuda de todos”.

13.   “... Uso um email de um amigo do trabalho e repasso.”

14.   “... Tenho muito dó dos animais, fico impressionada e tocada, mas não posso ajudar, sou pobre.”

15.   “... Acho que as ONGs deveriam atender estes animais, pois vivem do dinheiro da Prefeitura.”

16.   “... Os políticos deveriam cuidar dos animais, não só de gente.”

17.   “... Se a pessoa rouba dos animais está roubando de Deus. Serão castigados.”

18.   “... As entidades de proteção são uma piada, nunca atendem os telefones e nem respondem e-mails”.

19.   “... Com estas mensagens os protetores perdem a credibilidade, e hoje, também médicos veterinários estão indevidamente envolvidos com estes pedidos”

20.   “... Acho que muitos animais são fotografados, mas acho que não recebem ajuda dessa gente. Acham que usam os animais.”

21.   “... Animais de raça todo mundo quer ajudar, os vira-latas ninguém quer.”

22.   “... Esta forma de abordar os amigos ou mesmo os militantes não funciona. É cansativo e desesperador”

23.   “... Seria melhor que mandassem os endereços de suas casas para serem fiscalizados. Se têm mesmo animais. Se tiver, será que vivem bem?”

24.   “... Se você não pode com o santo não carrega patuá”

25.   “... A maioria não tem trabalho e precisa de um dinheirinho, pedem para eles e não para os animais.”

26.   “... Acredito em algumas pessoas porque acompanho o trabalho delas, são verdadeiramente dedicadas.”

27.   “... São centenas de pedidos, isto é um saco sem fundo.”

28.   “... Fala mal uns dos outros, isto é desagradável. E os animais sobram”

29.   “... Terrenos cheios de animais, quintais lotados, sem comida, sem bons tratos, não aceitos  isto, sou contra, mas não quero ver animais abandonados nas ruas. O prefeito precisa tomar atenção e os políticos também.”

30.   “... E a castração, falta castração nesta cidade, cadê a lei?”

31.   “... Não faço mais doação em dinheiro para ninguém.”

32.   “... Estou com a minha casa lotada e as pessoas sumiram no mapa, nem mandam ração.”

33.   “... Estava desempregada e fui lar provisório, agora já estou trabalhando e só cuido dos meus.”

34.   “... Sou contra quem pega animais e depois fica pedindo ajuda, então não deve pegar”

35.   “... Se o Quintal de São Francisco vai fechar como ficam os animais nas ruas. Não aceito!”

36.   “... Seria melhor se tivesse um estádio de futebol para os animais e as pessoas ajudassem com ração.”

37.   “... Quando ajudo um animal durmo melhor, faz muito bem cuidar dos animais”

38.   “... Meu marido e filho foram morar com a minha mãe, estou sozinha com os gatos. Me chamam de louca.”

39.   “... Guardo meus recibos de doação sempre e espero que seja útil a minha colaboração”.

40.   “... As ONGs são responsáveis, elas têm abrigos e não recolhem os animais nos Metrôs”

41.    “Adoro uma cartinha. Sinto falta da pessoalidade”

42.    “Facebook e Twitter, o que é isto?”

43.    “Uso email do meu filho”.

44.    “Minha vizinha me dá as notícias de tudo que acontece com os animais”.

 

Conclusão:

 

O Quintal de São Francisco entendeu que a abordagem de algumas pessoas com a intenção de sensibilizar outras para a causa animal pode estar prejudicada em razão das centenas de mensagens enviadas com toda e qualquer dificuldade encontrada por aqueles que ajudam os animais.

Talvez estejamos provocando um congestionamento histérico e prejudicial que compromete o resultado do árduo trabalho e dedicação incansável na luta contra a ignorância, a falta de educação, comportamento violento, e outros sintomas que atingem direta e exclusivamente os animais. Porém, a pergunta que desponta nos faz refletir: estamos nos comunicando da melhor forma? Utilizamos os meios de comunicação, instrumentos valiosos para nosso objetivo, de maneira correta e eficaz? Somos éticos quando abordamos indiscriminadamente pessoas que na maioria das vezes não conhecemos?

Outra pergunta que devemos fazer: correntes, PPS, mitos, brigas, fofocas, mentiras da internet, mensagens mal escritas, vale repassar em nome dos animais?

Será que ao lotarmos diariamente as caixas dos amigos e estranhos, com mensagens por vezes repetitivas e equivocadas estaremos prestando socorro e ajudando os animais?

Nos levar pelos exageros, tanto nas fotos, histórias e pedidos de ajuda, não estará antipatizando o leitor para a nossa causa, como também para os ativistas?

As Ongs são as primeiras a serem responsabilizadas, depois as autoridades, você pode observar nas frases dos entrevistados. Ao localizarem os contatos (fone, site, email, facebook) se dirigem cobrando atitude e impondo responsabilidade na solução imediata dos problemas.

Cabe também observar, entre os entrevistados, algumas frases que marcam uma tendência. A idéia de que chove dinheiro público nas instituições. Devemos refletir sobre como estamos sendo vistos e interpretados. Acreditam que as Prefeituras repassam dinheiro para as Ongs, então questionam prontamente como não recolhemos e assumimos os animais em situação de abandono?

Vale considerar que excepcionalmente existem cidades cujas Prefeituras repassam verbas para Ongs que mantém canis, e por vezes somos surpreendidos com denúncias graves de maus-tratos aos animais e uso indevido do dinheiro público. Porém não acontece com a maioria das cidades. São Paulo, por exemplo, não conta com esta prática, portanto, talvez seja necessário orientar melhor a sociedade.

Se atentarem, os entrevistados não são pessoas distantes do nosso ambiente, alguns se dizem da “causa animal”, e ainda assim...

A integridade dos serviços das Ongs, Grupos e Independentes estarão sendo vulgarizados, uma vez que a sociedade entende que temos a “obrigação de fazer?”

Outro ponto a observar é o descrédito por ocasião dos pedidos crescentes de recursos ($). A sociedade parece desconfiada e prefere não colaborar, além de expressar claramente que quando ajuda deseja receber a prestação de contas. Isto nos remete a ver número alto de “solitários que ajudam quando podem” diretamente os animais, e não se interligam com outros para não se aborrecerem.

Nota-se também, uma revolta frente ao grande número de fotos de animais em situação deplorável e pedidos periódicos de ração acompanhados de uma infeliz frase: “... não comem há dois dias... Não tenho o que dar de comer aos animais!”

Talvez fosse interessante encontrar uma maneira de pedir a mesma coisa sem “encostar na parede” o colaborador.

E, finalmente, os pedidos desesperados de ajuda para animais avistados em pontos da cidade. Muitas mensagens oferecem o endereço e às vezes até um “mapinha”. Tal distorção não estará provocando uma fatal e perigosa indiferença nos leitores, e esta possível banalização pode estar causando danos irreparáveis aos animais, uma vez que o repasse das mensagens sem ler é bem alto?

O Quintal de São Francisco, abrigo de animais em fase de encerramento, e que como tantos precisa de ajuda, está refletindo sobre a pesquisa, e como melhorar sua comunicação com os colaboradores e simpatizantes da causa animal.

 

Agradecimentos:

O Quintal de São Francisco agrade aos entrevistados e aos que colaboraram com a pesquisa.

São Paulo, abril de 2011.

Diretoria

www.quintaldesaofrancisco.org.br

Bazar em Perdões da ABAA


Doações do Quintal e da ABAA fizeram o bazar

O 2o. bazar benficente da ABAA aconteceu no dia 06/03/10 e ficamos felizes em poder ajudar um pouquinho mais este abrigo. Para ajudar, por favor:
Banco Bradesco
Ag. 2534-8
C / C 8689-4
CNPJ 11.846.063/0001-80
11-74139486 Falar com Marcelo
Mais Nao recolhem animais!