DSTs: seu cãozinho também pode ter






Doenças como a Brucelose e Tumor de Sticker são altamente contagiosas e podem levar os pets à morte



Melhor ficar atento da próxima vez que seu cachorro tentar cheirar as partes íntimas de um novo colega peludo na rua. Isso porque o conhecido comportamento social é uma das principais formas para o contágio de doenças sexualmente transmissíveis nos pets. Ao contrário do que muitos imaginam, não é apenas no ato sexual que os animais contraem doenças.

De acordo com a médica Daniela Salomon, responsável pelo Departamento Técnico Veterinário da Syntec do Brasil, as principais DSTs que acometem os cães são a Brucelose e o Tumor Venéreo Transmissível (TVT), também conhecido como Tumor de Sticker.

Segundo a especialista, a Brucelose é uma zoonose grave, ou seja, pode ser transmitida do cachorro doente para seres humanos. Seus principais sintomas nas fêmeas são: morte embrionária precoce (no caso de gravidez), aborto no terço final da gestação ou fetos natimortos. Já nos machos ocorre a infertilidade, inflamação nos testículos e dermatite escrotal.

A médica explica ainda que a principal via de transmissão de bactérias do gênero Brucella ainda é o contato sexual (via sêmen), mas é preciso ficar atento a outros fatores de risco. “A transmissão também pode ocorrer por ingestão ou inalação de resíduos provenientes de material abortado (feto e placenta), secreções de aborto, urina e materiais contaminados”.


Tumor Venéreo Transmissível




Igualmente grave, o TVT é um tumor altamente contagioso e desgastante para o animal, que precisará de quimioterapia para obter a cura. De acordo com a dra. Daniela, sua disseminação também ocorre por contato sexual, muito embora ele também possa ocorrer através do contato prolongado com superfícies ou animais doentes.

Seus principais sintomas são o aparecimento de secreção sanguinolenta pela vagina ou pênis do animal. São comuns também nódulos avermelhados e massas tumorais de até 10 cm de diâmetro semelhantes ao couve-flor.

Para o tratamento, além da quimioterapia, também é utilizado a remoção cirúrgica do tumor e radioterapia. A veterinária explica ainda que, em casos mais avançados há modificação do comportamento do animal, que torna-se mais apático, anoréxico, além de apresentar retenção urinária.

Outro fator que a médica chama a atenção são os chamados períodos do cio. Ela explica que em países de clima tropical como o Brasil, os cios ocorrem com maior frequência nos meses de dezembro a junho, e portanto, o número de cruzamentos tende a ser maior nesta época, e consequentemente, é também maior a incidência de DSTs.
Prevenção e tratamento

A prevenção e controle da Brucelose acontece após a confirmação da presença da bactéria Brucella nos cães, através de sorologia em laboratório. No caso de animais positivos, os mesmos devem ser impedidos de acasalar e ser castrados. O uso de antibióticos é o mais indicado para o tratamento.

A veterinária lembra ainda que o cuidado deve ser redobrado no caso de canis ou em residências onde há mais de um animal, já que pode haver a contaminação dos mesmos. No caso dos humanos em contato com bichos infectados, é importante o uso de luvas e a cremação dos resíduos provenientes do parto ou aborto.

Já no TVT, a melhor forma de prevenção está na castração e cuidados na hora do cruzamento. A dra. Daniela orienta que os donos sejam criteriosos quando forem cruzar seus cães e também fiquem de olho quando saírem para passear com os pets na rua.



Fonte: PetMag

Principais alterações do envelhecimento em cães e gatos



Saiba o que acontece com seu pet quando ele começa a 

envelhecer

A vida média de um cão ou gato é de 12 a 14 anos e a idade senil (velhice) começa aproximadamente aos sete anos. Os anos passam mais rápido para os animais, pelo fato de possuírem um metabolismo mais acentuado se comparado ao nosso. Mas muitos animais vivem mais que a média, chegando até aos 20 anos devido aos avanços da medicina veterinária entre outros fatores, como predisposição genética, tipo de ambiente em que vivem, alimentação adequada e qualificada e cuidados que receberão na idade senil.
Cães e gatos, assim como nós, necessitam de cuidados especiais em seu processo de envelhecimento. Sendo assim, há algumas condições necessárias que devem ser oferecidas pelos proprietários, como visitas periódicas ao médico veterinário. Por meio de exames específicos, o profissional poderá prevenir ou diagnosticar doenças a tempo de o animal receber tratamento adequado.
Nesta faixa etária do animal, algumas enfermidades são mais predisponentes e vale a pena ressaltá-las para o conhecimento prévio do proprietário e para que ele possa fornecer qualidade de vida ao seu companheiro.
Doenças Cardíacas: muitos cães idosos apresentam alterações cardíacas, principalmente em válvulas. Em alguns animais pode haver uma compensação desta disfunção, entretanto, outros apresentam sinais de cardiopatia clássicos como tosses, ofegação, cansaço além do normal, língua roxa (sinal clínico denominado cianose) após excitação e desmaios. Mesmo não apresentando estes sinais, o animal idoso deve ser examinado anualmente para prevenção de qualquer cardiopatia. Algumas raças, como poodle e boxer, apresentam mais predisposição a doenças cardiovasculares que outras.
Doenças articulares: enfermidades dos tecidos ósseos são muito comuns nessa fase da vida, principalmente em animais acima do peso. A doença articular mais comum é a artrose (desgaste da articulação). Já na coluna, os problemas mais comuns são as hérnias de disco (vulgarmente conhecidos como “bico de papagaio”) e as calcificações intervertebrais. Os sinais clínicos mais comuns dessas doenças são: manqueira, dificuldade de subir escadas/pular, descoordenação motora dos membros, levantar com dificuldade e mudança nos locais de defecar ou urinar. Como protocolo, alguns veterinários como processo preventivo indicam aos animais condroprotetores que tem a função de fornecer ao sistema condroitína e glucosamina que são essenciais na constituição e a manutenção destes tecidos de maneira adequada e saudável.
Tumores: fêmeas que não foram castradas apresentam a tendência de desenvolver tumores mamários, ou mesmo tumores de ovário. Já em machos, o aparecimento de tumores de próstata é mais frequente. Entretanto, todo nódulo que aparecer no animal deve ser analisado frisando que um diagnóstico precoce pode promover um tratamento mais eficaz contra esta enfermidade.
Infecção Uterina: enfermidade muito frequente em fêmeas inteiras. O útero do animal fica repleto de secreção purulenta e ele pode vir a se intoxicar pela absorção dessa secreção. Os principais sinais clínicos de uma fêmea com piometra são apatia, vômitos, aumento de volume abdominal e corrimento vaginal. Deve ser encaminhado ao veterinário imediatamente, pois neste caso o tratamento deve ser cirúrgico, com a retirada do útero.
Doença Periodontal: enfermidade provocada pela placa bacteriana que fica localizada sobre os dentes do animal, levando a perda dos mesmos e doenças sistêmicas devido à migração dessas bactérias. A prevenção consiste na remoção dessa placa periodicamente e o hábito do proprietário em escovar os dentes do animal, utilizando cremes dentais específicos ou mesmo soluções de limpeza que são diluídas na água e que ajudam no combate a esta doença. Sinais clínicos mais comuns são mau hálito, dificuldade de mastigação e salivação.
Diabetes: dentre as enfermidades da velhice dos animais, é a diabetes é a menos comum. Entretanto, animais idosos podem se tornar diabéticos. Os sinais são ingestão acentuada de água, urina em excesso e pode estar associado ou não a catarata. A partir do momento que o animal desenvolve estes sinais, o interessante é levá-lo ao veterinário. Exames periódicos (dosagens de glicemia) fornecem um diagnóstico precoce e maior sucesso no tratamento.

Cachorros detectam instintivamente rostos amigáveis



Sim, eles são capazes de ler personalidades e reconhecer instintivamente quem é mais ou é menos propenso a lhes dar carinho


Quem tem cachorro sabe, quem não tem já ouviu falar. Eles reconhecem quando você está feliz, cansado ou doente. Agora, os cientistas comprovaram que o fenômeno é verdade e o tratam como uma habilidade natural.

Dra. Monique Udell e sua equipe, da Univerdade da Flórida, realizaram diversos experimentos envolvendo cães domesticados e também seus semelhantes, os lobos.

Dois conjuntos de animais tiveram a oportunidade de implorar por comida, um deles para pessoas atentas aos seus pedidos e outro a pessoas que ignoravam a solicitação.

Os pesquisadores chegaram à conclusão que lobos, assim como os cachorros domesticados, são capazes de obter sucesso nesta tarefa escolhendo apenas se aproximar de pessoas atentas aos seus “olhinhos pidões”.

Isso demonstra que ambas as espécies – domesticados e não domesticados – têm a capacidade de se comportar de acordo com o estado de atenção dos humanos.

Portanto, pode-se considerar que eles nascem com esta habilidade, apesar de lobos terem menos prática e cachorros terem ganhado mais experiência com os inúmeros mimos recebidos durante o jantar.

Cachorros têm se tornado ainda melhores conforme passam mais tempo ao lado dos humanos. Cães de abrigos não se mostraram tão desenvolvidos quanto pets bem-amados, revelando que a exposição a humanos permite melhorar suas habilidades de “leitura”.


Fonte: PetMag

Pulgas e carrapatos podem transmitir tênia para os gatos



Hábito de se lamber deixa os felinos mais suscetíveis ao problema, uma vez que eles acabam ingerindo os parasitas

O combate dos parasitas deve ser feito com medicamentos específicos para felinos indicados por um veterinário

As famosas chuvas de maio são um verdadeiro perigo para os animais de estimação. Isso porque em períodos quentes e chuvosos são comuns infestações de pulgas e carrapatos.

Os gatos, em especial, necessitam de cuidados extras, uma vez que além da coceira e alergia causados pelos parasitas, os bichanos correm o risco de desenvolver doenças mais sérias causadas pela ingestão de pulgas. “Com o hábito de se lamber, os gatos costumam retirar dos pelos e engolir eventualmente ectoparasitas”, explica Vanessa Lopes, responsável técnica do laboratório veterinário Mundo Animal.

Segundo a veterinária, além da questão da higiene, ao ingerir pulgas e carrapatos o felino pode adquirir verminoses como o Dipylidium Caninum, um parasita do grupo das solitárias/tênias. “Os gatos podem se infestar quando se lambem. Assim, acabam ingerindo pulgas ou piolhos contaminados, que morrem dentro do animal, liberando a larva da tênia”, detalha Vanessa.


Ainda segundo a especialista, os gatos que possuem hábitos externos correm maior risco de adquirir pulgas e carrapatos, pois eles podem trazê-los da rua e contaminar todo o ambiente, assim como outros animais que possam conviver na mesma casa. “É importante estar sempre atento e realizar consultas preventivas”, indica Vanessa.

Além da tênia, existem diversos ectoparasitas que podem afetar os felinos - e cada um deles traz sinais clínicos diferentes. Entre as doenças mais comuns – que podem, inclusive, levar o animal a óbito - estão a erliquiose, que causa infecção crônica, e a babesiose, que tem como consequência a infecção dos glóbulos vermelhos. Ainda não existe vacina para essas doenças, portanto a prevenção é a melhor forma de evitá-las.

Prevenção e tratamento

Segundo a veterinária a melhor forma de prevenção é o controle ambiental. “É indicado que se faça a limpeza com produtos específicos para combater os ectoparasitas presentes no local em que animal e dono habitam”, esclarece.

Produtos à base da substância deltametrina e permetrina são os mais eficientes neste caso. “Mas é sempre importante tomar cuidado porque os felinos são sensíveis a piretróides, compostos químicos presentes nos inseticidas. Então, o recomendado é retirá-los do local, limpar o ambiente, esperar secar bem e, só então trazê-los de volta”, detalha.

Nos casos em que a prevenção não foi suficiente e o gato adquiriu pulgas e carrapatos, é indicado o combate do problema com medicamento receitado por um veterinário, que levará em conta o porte, a idade e a raça do animal. Durante o tratamento, o dono pode complementar o combate aos ectoparasitas com outros produtos de higiene antiparasitária, como sabonetes, shampoos, banho seco e talcos.

Fonte: PetMag

Famílias que têm pets desenvolvem menos alergia


Pesquisa comprovou que expor crianças à convivência com animais não aumenta o risco de alergias quando adultos. Pelo contrário, diminui em 50%.
Segundo uma pesquisa, ter bichos em casa diminui a incidência de alergias a animais. Um estudo realizado com quase 600 jovens revelou que a exposição desde crianças a gatos e cachorros previne a manifestação de alergias quando adultos.
O primeiro ano de vida de uma criança é o período em que ela desenvolve resistência, de acordo com os resultados do estudo Clinical & Experimental Allergy.
Especialistas analisaram amostras de sangue de participantes com idades até 18 anos, comparando os níveis de anticorpos de pessoas que sofrem de alergias a gatos e cachorros, levando em conta quais deles tiveram ou não animais em seus ambientes domésticos.
Garotos que tiveram cachorro durante o primeiro ano de vida demonstraram ter a metade do risco de desenvolver alergias, se comparados a jovens que não tiveram animais na família no mesmo período da vida.
Garotos e garotas que conviveram com gatos no primeiro ano de vida também mostraram ser 50% menos sensíveis a animais, se comparados a quem nunca teve bichos.
“Expor crianças a cachorros e gatos em casa não aumenta o risco de sensibilidade a animais. Pelo contrário, diminui”, Ganesha Wegienka, do departamento de saúde pública do Hospital Henry Ford, de Detroit, Estados Unidos.
Segundo Wegienka, a pesquisa oferece evidências de que a exposição aos animais não traz às crianças o risco de serem mais sensíveis quando adultas.
Alergias a gatos, causadas por proteínas presentes nos flocos de pele a na saliva dos animais, são as mais comuns e afetam 40% dos doentes de asma. O problema provoca espirros, olhos vermelhos e coceiras pelo corpo.
Fonte: PetMag